Brasil conquista pódios do World Round-Up Online Showdown

Rogerio Antigo (Pro Master), vice-campeão, e Vinícius Dantas (Amador), em terceiro lugar, colocaram o Freestyle brasileiro no pódio do World Round-Up Online Showdown, na última semana (12 a 18). Além deles, a japonesa Mic Murayama (Feminino), que hoje vive em São Paulo, ficou com o segundo lugar. O evento foi transmitido ao mundo inteiro pelo canal Braille Skateboarding no Youtube (Reveja clicando aqui!).

“Uma experiência muito gratificante. Tivemos muitos inscritos. Isso mostra que o Freestyle está espalhado por todo o planeta. Foi muito legal porque todos puderam demonstrar sua capacidade de andar de skate, cometendo poucos erros. Foi muito gratificante assistir a toda essa turma e ter participado dessa elite do skate”, comenta Rogerio Antigo, campeão mundial Pro Master em 2008.

“Se Deus me der saúde, espero conseguir participar ano que vem. Foi bem legal, fiquei em segundo lugar, fui vice-campeão. Os brasileiros foram bem. Acho que ano que vem, se tiver, todos os Masters do Brasil vão entrar com certeza”, projeta o brasileiro que ficou com o 2º lugar na Pro Master em 2020.

No total, mais de 100 freestylers de 22 países se inscreveram para as disputas. O Brasil ainda foi representado por Matheus Navarro (Profissional – 13º) e Bruno França (19º); Per Canguru (Pro Master – 4º), Alexandre Brownzinho (8º) e Ernani Tai Tai (9º); e Jacinto de Almeida (Amador – 5º).

A competição reuniu competidores com idade entre 6 e 60 anos, distribuídos nas categorias Profissional e Pro Master (40 anos ou +) – ambas com vídeos de 2 minutos; Amador, Master (40 anos ou +) e Feminino – vídeos de 1 minuto e meio; e Iniciante (até 15 anos) – 1 minuto. Respeitando o tempo de vídeo de cada categoria, os skatistas filmaram uma linha de manobras, escolhendo uma música como trilha. Além da restrição de duração, o vídeo também não poderia ter edição.

Além de 8 representantes entre os competidores, o skate nacional ainda contou Per Canguru como um dos juízes – papel desempenhado também por Russ Howell (EUA), Denham Hill (Reino Unido), Albert Kuncz (Hungria), Christian Heise (Alemanha) e Kevin Harris (Canadá), que substituiu o brasileiro no julgamento da Pro Master.

“Sempre tivemos brasileiro julgando, não é primeira vez. Com uma orientação especial esse ano de que, se tratando de isolamento, alguns critérios que a gente aplica no julgamento não deveriam ser considerados. Então a gente deveria tentar considerar que a pessoa que tem um amigo para filmar, fazer uma imagem melhor em um espaço privilegiado, não tem essa vantagem sobre alguém que colocar um tripezinho dentro da lavanderia de casa e andar no chão da cozinha ou da garagem”, explica Per Canguru.

O freestyler atuou nas organizações dos mundiais de 2005 e 2008 em solo brasileiro. Em 2007, ficou com o terceiro lugar da categoria Profissional no mundial realizado no Canadá. Per Canguru participou do World Round-Up de 2012 – ano de estreia do evento – a 2016.

Em 2020, até o evento, o brasileiro que ficou com o 4º lugar na Pro Master estava há cem dias sem andar de skate por conta das restrições de distanciamento social. “Tive que arrumar um lugar a 1 hora e meia de São Paulo. Treinei 4 dias só para tentar fazer uma volta, mandar e competir na Master Pro”, explica.

O Japão foi país com mais títulos nas disputas de 2020, com direito a uma dobradinha campeã com Masashiro Fuji na Pro Master e seu filho Yuta Fuji na Profissional – categoria que ainda teve os japoneses Isamu Yamamoto (2º) e Ikkei Nagao (3º) no pódio. Na categoria Feminina, mais um pódio triplo. Além de Mic Murayama (2ª), Ruka Mistui (1ª) e Yuri Nagahisa (3ª) foram as melhores. O país também levou o título na Amador (Jotaro Oba) e na Master Amador (Daisuke Murakawa). Na Iniciante, o campeão foi o norte-americano Jacob Scott.

“O Japão teve um destaque excepcional, mesmo porque as Olimpíadas vão acontecer lá e o skate lá é uma febre em todas as modalidades, principalmente no Freestyle. Eles ganharam tudo. Só não ganharam na Rookie, os iniciantes. Foi fantástico. Hoje, o paraíso do Freestyle está no Japão. Tivemos inclusive uma vitória inédita, pai e filho sendo campeões mundiais. O Masashiro, que ganhou de mim na Master Pro, e o Yuta. Os deuses do Freestyle nos deram essa graça desse momento histórico de pai e filho sendo campeões”, comenta Rogerio Antigo.

Por conta das restrições impostas pela Covid-19, o campeonato online foi a alternativa encontrada pela organização do tradicional World Round-Up Freestyle Skateboarding Championship, que acontece desde 2012 no Canadá, no Cloverdale Rodeo & Country Fair.

“O mundial vai continuar acontecendo em maio, em Cloverdale, mas eles (organizadores) querem manter essa versão online, que viram com grande sucesso. Teve realmente uma repercussão muito boa. A gente teve realmente esse ano a participação de países novos. A gente já tinha a surpresa de ter a China, por exemplo, competindo. Esse ano a gente teve a Índia, países da América do Sul que participavam eventualmente. A adesão foi grande apesar de que, no caso do Brasil, a gente teve vários grandes nomes do Freestyle que infelizmente não puderam participar justamente em função de não terem lugar para treinar ou condição de gravar um vídeo a tempo”, completa Per Canguru.

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