O catarinense Lucas Borba retorna ao Brasil com mais um título na bagagem, coroando uma etapa inesquecível. Vencedor do ranking brasileiro de downhill em 2018, Lukinha, como é conhecido, conquistou no último domingo (9) o título de campeão da temporada do Open Shimano Latam, o mais tradicional circuito da modalidade na América Latina. A decisão da competição foi realizada no Bike Park Nevados de Chillán, após ter abertura em Bariloche, na Argentina, e a etapa intermediária em Cuenca, no Equador.

Catarinense na abertura, em Bariloche (Claudio Olguin / Open Shimano)

A caminhada para o título começou no início do ano, quando foi o quarto colocado em janeiro na abertura, realizada em Cerro Catedral (ARG). Já em junho, o ciclista assumiu a liderança do ranking, ao terminar a prova equatoriana na segunda colocação. Mesmo com a oitava posição no Chile, em prova vencida pelo chileno Milton Contreras, o brasileiro garantiu o título, uma vez que seu principal concorrente, o vice-campeão de 2018, Maurício Acuña, do Chile, teve problemas técnicos na decisão e terminou em 32º lugar.

“Estou muito feliz com o título do Open Shimano 2018. Esta é uma competição que reúne os melhores pilotos da América Latina. Nesta terceira e última etapa, fiquei em terceiro na classificatória e oitavo na final. Somando os resultados, saio com o caneco de campeão do Open Shimano. Pra mim, é algo inédito, queria muito esse troféu. Já venci etapas do evento, mas não um campeonato inteiro. Fiquei em segundo lugar em 2013, quando eu ainda era júnior. Pra mim, foi o título mais importante nesta temporada. Não poderia terminar o ano de uma maneira melhor do que essa. Muito grato às marcas e empresas que estão ao meu lado e foram fundamentais para que tudo isso fosse possível”, comemorou Lukinha.

O top 3 da temporada 2018 do Open Shimano Latam teve ainda o ciclista equatoriano Mario Jarrin, que completou o ano no terceiro lugar. Na etapa decisiva, Milton Contreras foi campeão com mais de três segundos de vantagem para o vice-campeão do fim de semana, o também chileno Milciades Jaque. Enquanto Contreras cravou 3min18seg110, Jaque teve o tempo registrado de 3min21seg841. Já Lukinha, garantiu o título em 3min26seg499, apenas 538 milésimos de segundo de garantir um lugar no pódio, que teve os cinco primeiros colocados.

“A pista era um pouco diferente do que estávamos esperando. Era mista, com poucas seções de downhill verdadeiro, porque misturava muito com enduro. Vários trechos para pedalar, em lugares planos. Eu estava andando bem e sei que seria capaz de brigar pelo top 3. Tive um par de erros em minha descida final, mas não tive sorte com as condições climáticas. Em vários trechos abertos de alta velocidade peguei muito vento. Como sou um piloto pequeno e leve, tenho desvantagens em relação a isso”, avaliou o catarinense de Ibirama.

“Por isso, tive que pedalar muito pra fazer a bike ir rápido em diversos trechos, o que me custou muito. Acabei afogando e piorei meu tempo da corrida comparado com o tempo do qualifying. Infelizmente pra mim custou muito. Coloquei todas as minhas forças e rapidez na pista. Não fiquei contente com a corrida, mas sim com a constância entre todas as provas, para levar o troféu para casa e para o Brasil, um título inédito para o downhill nacional”, completou o ciclista.

Por Gustavo Coelho

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