A californiana Kirra Pinkerton, 16 anos, conseguiu um feito inédito na história da principal competição das categorias de base, ao conquistar o primeiro título mundial Pro Junior dos Estados Unidos desde que a World Surf League iniciou essa competição em 1998. Até então, nenhum norte-americano tinha vencido e nenhuma menina também. O tabu acabou com a vitória de Kirra Pinkerton sobre a havaiana Keala Tomoda-Bannert na final do Taiwan Open of Surfing.

Kirra Pinkerton/ Foto: WSL / Jack Barripp

Só foram realizados os cinco primeiros confrontos e ele foi o único sul-americano a competir na quinta-feira de boas ondas de 2-4 pés em Jinzun Harbour. O atual campeão sul-americano Pro Junior da WSL South America não deu qualquer chance ao francês Tiago Carrique. Samuel Pupo completou os aéreos que arriscou para somar notas 8,87 e 7,27 no placar de 16,14 pontos, contra apenas 9,50 das duas notas computadas pelo seu oponente. Pupo vai disputar as duas primeiras vagas para as quartas de final do Taiwan Open of Surfing com o norte-americano Eithan Osborne e outro francês, Kauli Vaast.

Os dois venceram as baterias seguintes e os outros três integrantes do time sul-americano ainda vão competir na terceira fase. O paulista Eduardo Motta está na oitava bateria com o australiano Callum Robson, a terceira a entrar no mar no próximo dia. O peruano Jhonny Guerrero entra na décima com o americano Tyler Gunter e o catarinense Mateus Herdy disputa a última vaga para a rodada classificatória para as quartas de final com o sul-africano Luke Thompson.

A partir de agora, somente os homens vão competir nas ondas de Jinzun Harbour até domingo, quando termina o prazo do Taiwan Open of Surfing em Taitung, pois o título feminino já foi decidido na quinta-feira. A bateria final foi adrenalizante, com as duas concorrentes surfando boas ondas. A havaiana Keala Tomoda-Bannert chegou a tirar a maior nota (8,20), mas a californiana Kirra Pinkerton tinha começado bem com 7,50 e conseguiu 7,77 na última que surfou nos minutos finais. Com essa nota, Kirra confirmou o primeiro título mundial Pro Junior dos Estados Unidos por uma pequena vantagem de 15,27 a 15,03 pontos.

“Eu vim para este evento com o objetivo de ganhar, então estou orgulhosa por ter conseguido, mas nem posso acreditar que isso tudo está acontecendo”, disse Kirra Pinkerton. “O dia foi muito intenso hoje (quinta-feira), já que teve várias eliminatórias que eu nem achava que passaria. Eu vivi momentos incríveis aqui em Taiwan, é um belo litoral e as ondas muito parecidas com as da minha casa em San Clemente (Califórnia). Foi um ano incrível e este é o principal título da minha carreira. Ser campeã mundial da World Surf League é fantástico”.

Kirra Pinkerton iniciou a caminhada do título mundial na quinta-feira, com vitória na terceira fase. A peruana Sol Aguirre tinha passado em segundo lugar na primeira bateria do dia e as duas se enfrentaram nas quartas de final. A atual bicampeã sul-americana Pro Junior da WSL South America surfou bem, mas a californiana parecia imbatível e totalizou 15,30 pontos com notas 8,17 e 7,13, contra 12,56 de Sol Aguirre, que terminou em quinto lugar no ranking mundial de 2018 da World Surf League na categoria para surfistas com até 18 anos de idade.

A nova campeã depois ganhou um duelo norte-americano nas semifinais com a maior nota da competição feminina, 9,60. E precisava disso para superar Samantha Sibley por apenas 1 pontinho de diferença no placar encerrado em 16,83 a 15,83 pontos. Samantha dividiu o terceiro lugar com a australiana Zahli Kelly, derrotada por 16,06 a 12,73 pela havaiana Keala Tomoda-Bannert na segunda semifinal. A vice-campeã mundial ficou feliz pelo resultado.

“Estou muito feliz por ter chegado à final do Mundial Pro Junior”, disse Keala Tomoda-Bannert. “Eu gostaria de ter surfado melhor na última onda e conseguido a nota que precisava pra vencer, mas tudo bem. A Kirra (Pinkerton) e eu tivemos muitas batalhas esse ano, então eu sabia que seria uma bateria difícil. Nós duas temos um backside forte nas esquerdas e ela foi melhor, então mereceu vencer. Essa é minha primeira vez aqui em Taiwan e eu adorei, pois me lembra o Havaí com grandes montanhas e clima quente. Agora vou me concentrar no QS no ano que vem e este resultado certamente me deixa mais confiante para isso”.

Por João Carvalho

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