TriboQPira vence a 16ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoa Havaiana

Campeões e Vice da 16ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoa Havaiana / Foto DivulgaçãoCampeões e Vice da 16ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoa Havaiana / Foto Divulgação

Na disputa mais acirrada de todas as edições, a TriboQPira foi a campeã da 16ª Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoa Havaiana, disputada no sábado (30), com recorde de participantes, nada menos que 38 canoas largando juntas, para completar o duro percurso de 75 km ininterruptos de remadas.

Competindo “em casa”, a maior vencedora do evento teve como grande rival, a Brucutus, de Bertioga, a mais antiga equipe da modalidade e única a ter participado de todas as voltas. Os dois times disputaram boa parte do percurso, sobretudo na primeira metade, no mar, lado a lado, e a vitória só começou a ficar mais definida no Canal de Bertioga, quando a Brucutus errou o caminho, entrando num rio errado, justamente onde está acostumada a treinar.

Nesse momento a TriboQPira abriu vantagem e não foi mais alcançada, completando o desafio em 5 horas e 53 minutos. Os vice-campeões ainda se recuperaram, tentaram tirar a diferença, mas chegaram quatro minutos depois, com larga vantagem sobre os demais. A terceira colocada foi a Pacificos Va’a, do Chile, com 6 horas e 28 minutos, ficando 31 minutos atrás da Brucutus.

Na categoria mista (três homens e três mulheres remando), a Sampa Canoe Clube, da capital, foi a vitoriosa, com 6h40. Na master (40+), o primeiro lugar ficou com a Paddle Clube Ilhabela, com 6h30, enquanto que na 50+, a T-Rex Team, de Salvador, completou a prova com 7h03. Já na disputa feminina, a Odoya – Terra Simão, de São José dos Campos, mostrou a força da mulherada, com 7h11min.

Na prova, as canoas enfrentaram vários cenários, primeiro o mar, inclusive com ondas agitadas, depois o Canal de Bertioga, o Porto de Santos, exigindo muito esforço e estratégia das equipes. “Foi sensacional, foi o retorno de uma equipe santista ao topo. Novamente Santos se coloca como uma potência na canoa havaiana”, vibrou o capitão da TriboQPira, Rogério Mendes, destacando também a disputa acirrada com a Brucutus. “Foi intenso, eletrizante”.

Para ele, remar 75 km em alta performance, além de estratégia, força, determinação e comprometimento, significa união. “Esse espírito de abraço que estamos dando agora, de garra e um se doar para o ouro o tempo inteiro. Não se entregar jamais. Lutar sempre. Isso que significa essa prova”.

Felipe Neumann, outro líder da equipe e um dos mais experientes e vitoriosos canoístas da modalidade, lembrou que o time para essa edição foi formado com a união de várias bases de treino da região, formando uma verdadeira seleção com outros nomes de ponta como Cauê Serra, Marinho Cavaco e Jefferson Libório. “Foi uma luta juntar todo mundo, colocar todos para remar juntos. Tentamos outras vezes e agora deu certo. Viemos para cima”, comentou.

“Nunca teve uma prova tão acirrada quanto essa, muito dura. É de chorar, é trabalho, dedicação e serve de motivação para os nossos alunos um dia estarem aqui dentro desse barco”, desabafou Felipe, que também teve como companheiros de equipe Lino Barbosa, Henrique Barta e os jovens talentos Pedro Henrique e Caio Guerra. “O espírito de união foi fundamental”, complementou Marinho Cavaco, que foi o remador que desceu da canoa para tocar o sino de campeão.

O capitão da Brucutus e um dos únicos atletas a ter disputado todas as edições da Volta à Ilha, Everdan Riesco, se emocionou ao falar da equipe e do espírito de união. “O importante foi a gente ter feito uma boa prova. Erros acontecem. O desempenho foi muito bom, remada cadenciada, grupo muito homogêneo, todos bem treinados, não tinha diferença de rendimento. Estamos muito felizes, independente da colocação”, disse, elogiando os campeões. “São grandes remadores e foi uma prova muito limpa”.

Quem também comemorou muito a performance foram os chilenos. Foi a primeira vez que competiram na prova e numa distância tão longa – a maior até hoje eram 24 km. “Viemos para cá pensando em ficar entre os cinco primeiros e chegamos ao pódio. Foi uma disputa muito dura. Foi espetacular, muito gratificante. Nos uniu em um só espírito, uma só alma. E isso foi toda a prova. Queremos agradecer também ao povo de Santos pela acolhida. Foi uma grande experiência e nunca pensamos e dimensionamos como seria tão tudo, mas fomos capazes e estamos felizes”, falou o capitão Matias Ortega.

Além das disputas, outro momento emocionante foi a roda de energia, antes da largada e a homenagem feita a Henrique Casillas, criou o Centro Brasileiro de Náutica e promoveu a primeira prova de canoagem oceânica em Santos. Na parte social, houve o já tradicional Projeto Solidário, com as equipes entregando latas de leite em pó, que serão destinadas à Associação de Assistência à Infância Estrela Guia Creche e Educação Infantil, de Santos. No total foram arrecadadas 356 latas e a equipe KOa Brasil Va’a, da região dos Lagos, no Rio de Janeiro, foi a campeã nessa iniciativa.

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