Os brasileiros Phil Rajzman e Jefson Silva e o peruano Piccolo Clemente, perderam na quarta fase do Taiwan Open of Surfing e terminaram em nono lugar no ranking mundial de Longboard de 2018 da World Surf League. É a mesma posição que ficaram as brasileiras Chloé Calmon e Atalanta Batista na categoria feminina, encerrada no sábado com vitória da adolescente de apenas 17 anos, Soleil Errico, na final norte-americana com Rachael Tilly nas ondas de 2-3 pés em Jinzun Harbour. A decisão do título masculino será neste domingo, com as quartas de final começando as 7h00 na Ilha Taiwan, 21h00 do sábado no horário de verão do Brasil.

Soleil e Rachael; Foto: WSL / Jack Barripp

O bicampeão mundial Phil Rajzman foi o primeiro a competir no sábado e estava passando para as quartas de final até os últimos minutos da bateria, quando o australiano Harley Ingleby surfou sua melhor onda. Ele recebeu nota 7,30 dos juízes para eliminar o brasileiro por 13,23 a 12,67 pontos, com o sul-africano Steven Sawyer vencendo por 13,73.

Outro bicampeão mundial foi barrado no terceiro confronto do sábado nas ondas de Jinzun Harbour. O peruano Piccolo Clemente enfrentou os irmãos franceses Antoine e Edouard Delpero, que venceu esta etapa do Mundial de Longboard em Taiwan no ano passado. O defensor do título fez o maior placar do dia para vencer a bateria, 16,20 pontos. Seu irmão passou em segundo com 14,16, contra 13,73 do peruano Piccolo Clemente.

A única chance de um título mundial sul-americano ficou então para o brasileiro Jefson Silva, mas ele também foi derrotado na disputa pelas últimas vagas para as quartas de final. O máximo que ele conseguiu foi nota 6,23 em sua melhor onda, insuficiente para superar seus oponentes. O norte-americano Cole Robbins venceu por 13,83 pontos e o havaiano Kai Sallas despachou o brasileiro por 12,74 a 11,66 nas duas notas computadas.

QUARTAS DE FINAL 

As quartas de final vão abrir o último dia do Mundial de Longboard no Taiwan Open of Surfing. O sul-africano Steven Sawyer enfrenta o californiano Tony Silvagni na primeira bateria. Na segunda, entra o tricampeão mundial e defensor do título, Taylor Jensen, também dos Estados Unidos, com o australiano Harley Ingleby. A terceira será entre o francês Edouard Delpero e Kai Sallas. E Antoine Delpero disputa a última vaga para as semifinais com o norte-americano Cole Robbins.

CAMPEÃ MUNDIAL 

Os americanos são maioria com metade dos oito finalistas no masculino e também dominaram o pódio feminino. A grande final terminou com Soleil Errico igualando um recorde da sua adversária, Rachael Tilly, ao conquistar o título mundial com apenas 17 anos. Na mesma idade, Rachael também foi campeã em 2015, mas Soleil não deu qualquer chance para ela conseguir o bicampeonato e dominou toda a bateria.

A vitória foi consumada com a nota 8,23 recebida na quinta onda surfada por Soleil Errico. Ela já tinha feito uma outra onda boa que valeu 7,73 e ainda jogou fora um 7,13 da última que pegou. A ainda adolescente californiana que derrotou duas vezes a vice-campeã mundial de 2016 e 2017, a brasileira Chloé Calmon, em Taiwan esse ano, garantiu o título mundial de 2018 por um placar de 15,96 a 14,17 pontos de Rachael Tilly.

“Eu nem sei o que dizer agora e isso tudo parece um sonho”, disse Soleil Errico. “Estou feliz que valeu a pena todo o trabalho duro que fiz. Foi uma semana incrível e, para ser sincera, nunca pensei que terminaria assim. Eu só queria ir melhor do que no ano passado e fazer a final com a Rachael (Tilly) foi muito legal. Nós já nos enfrentamos várias vezes, ela é uma surfista incrível e uma competidora muito difícil de bater. Então, eu sabia que seria difícil e ela começou muito bem a bateria. Estou feliz por ter conseguido pegar boas ondas para vencer, mas, como já disse, nem consigo acreditar que tudo isso que está acontecendo é real”.

Antes de derrotar a campeã mundial de 2015 na bateria que fechou o sábado do Taiwan Open of Surfing, Soleil Errico barrou a vencedora do título de 2016, a também norte-americana Tory Gilkerson. Foi uma bateria disputada onda a onda e só decidida no final. Gilkerson quase consegue a segunda vaga na decisão, mas a nota 6,13 recebida na última onda foi insuficiente para virar o placar, encerrado em 12,10 a 12,00 pontos.

Na primeira semifinal, Rachael Tilly derrotou a defensora do título mundial, Honolua Blomfield. A americana liderou o confronto desde a nota 7,17 da sua primeira onda. A havaiana começou com 5,93 e o máximo que conseguiu depois foi 6,57. Mas, também na última onda, a californiana acertou todas as manobras de novo para ganhar 7,77 e fechar a vitória por 14,94 a 12,50 pontos. Honolua Blomfield e Tory Gilkerson ficaram empatadas em terceiro lugar no ranking mundial de 2018 de Longboard da World Surf League.

Por João Carvalho

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