Mick Fanning anuncia o fim…

O tricampeão mundial de surfe, o australiano Mick Fanning, irá se aposentar ainda este ano após as duas primeiras etapas da temporada. A intenção é se despedir em Bells Beach, onde conquistou a sua primeira vitória.

Aos 36 anos, Mick Fanning atualmente é o número 12 do ranking mundial. Campeão em 2007, 2009 e 2013 e vencedor de 22 etapas do Circuito, Fanning revelou que não se sente mais em condições de dar o seu melhor e ser tão competitivo quanto antes. “Sinto que acabei de perder a chance de competir no dia-a-dia. Foi algo que eu tenho feito por 17 anos, e mesmo antes disso através da QS e Juniors, e eu sinto que não posso mais dar 100%. Eu não estou curtindo tanto quanto no passado. Ainda adoro surfar, e ainda estou excitado por isso, mas eu sinto que há outros caminhos para eu tomar nesta fase da minha vida.

Sua primeira vitória foi em Bells Beach, em 2001, como convidado, o que o credenciou para estrear no card principal em 2002, quando foi eleito o Calouro do Ano. Por isso, a escolha por encerrar sua trajetória profissional no WSL em Bells Beach tem razões óbvias para o australiano, que foi finalista da etapa em seis oportunidades, vencendo quatro (2001, 2012, 2014 e 2015) e sendo vice em outras duas (2010 para Kelly Slater e 2011 para Joel Parkinson). “Sempre tive em mente que meu último evento no Tour seria Bells.

Foi lá onde basicamente eu comecei minha carreira, foi minha primeira vitória da CT, e eu me sinto realmente conectado lá – salientou o tricampeão mundial – afirmou o surfista que venceu duas etapas no Brasil, em Imbituba (2005) e Santa Catarina (2007).
Em seu perfil numa rede social, Fanning justificou a aposentadoria e agradeceu a todos que estiveram ao seu lado durante todos esses anos. O australiano diz ainda que buscará novos desafios e que seguirá no surfe.

Confira a declaração na íntegra – “É a hora. Eu decidi que a etapa de Bells Beach será meu último evento como competidor na World Surf League Championship Tour (Circuito do WSL). O Circuito me deu muito, mas eu preciso de um novo desafio. Eu ainda amo o jogo, mas não consigo mais achar motivação e dedicação necessários para competir pelos títulos mundiais. Meu tempo no Circuito foi incrivelmente gratificante, e eu tenho muitas memórias maravilhosas, que seriam impossível de acontecer sem algumas pessoas…

Fonte GloboEsporte

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