A World Surf League anuncia que pela primeira vez na história, os títulos mundiais das categorias Pro Junior e Longboard serão decididos em um mesmo evento e o palco das disputas será na Ilha Taiwan, nas ondas de Jinzun Harbor, em Taitung. Foi lá onde a carioca Chloe Calmon foi vice-campeã mundial de longboard no ano passado e os títulos dos pranchões serão os primeiros a ser definidos no Taiwan Open of Surfing, na semana de 26 de novembro a 1º de dezembro. Depois, até 9 de dezembro, serão conhecidos o campeão e a campeã mundial da categoria Pro Junior, para surfistas com até 18 anos de idade.

Jinzun Harbor (@WSL / Tom Bennett)
Jinzun Harbor (@WSL / Tom Bennett)

Os concorrentes aos títulos são selecionados pelos sete escritórios regionais da World Surf League, para os surfistas de todos os continentes do mundo disputarem vagas. No Longboard, não terá nenhum evento da WSL South America esse ano e os sul-americanos participam por suas boas posições nos rankings mundiais passados.

No Pro Junior, terão duas seletivas e o time masculino da América do Sul já será conhecido neste fim de semana no Peru, no O´Neill Pro Junior Series nas ondas perfeitas de Lobitos, em Piura. O vencedor será consagrado campeão sul-americano Pro Junior de 2018 da WSL South America e os quatro melhores vão disputar o título mundial na Ilha Taiwan.

As meninas também competem no Peru, mas a campeã sul-americana e as duas classificadas para o Mundial da World Surf League só serão definidas uma semana depois, na estreia do São Chico ECO Festival de 5 a 7 de outubro, em São Francisco do Sul, Santa Catarina. O evento promovido pela embaixadora do surf feminino na WSL South America, Marina Werneck, será só para as meninas competirem nas ondas da Prainha e também terá uma etapa do QS 1500 sendo realizada junto com a decisão do Pro Junior feminino.

Em 2017, os títulos e o time sul-americano das duas categorias foram decididos em um único evento também em Santa Catarina, no Brasil. O RDS Pro Junior foi organizado pelos surfistas profissionais Adriano de Souza, Yago Dora e Lucas Silveira, para homenagear o “big rider” catarinense Ricardo dos Santos na Guarda do Embaú, em Palhoça, na Grande Florianópolis.

O catarinense Mateus Herdy e a peruana Sol Aguirre ganharam os troféus de melhores surfistas profissionais com até 18 anos de idade da WSL South America. Nas finais, eles derrotaram o saquaremense João Chianca e a local da Guarda do Embaú, Tainá Hinckel, que tentava o bicampeonato sul-americano consecutivo em casa.

O Mundial Pro Junior de 2017 da World Surf League foi disputado na Austrália e os brasileiros quase chegam nas decisões dos títulos. Tainá Hinckel e João Chianca ficaram em terceiro lugar, perdendo por pouco nas semifinais para os surfistas que depois conquistaram os títulos, a taitiana Vahine Fierro e o havaiano Finn McGill.

O Brasil ainda não tem uma campeã mundial, mas é recordista no masculino com sete conquistas em dezenove edições. Começou com o carioca Pedro Henrique no ano 2000, depois Adriano de Souza venceu o troféu de 2003, o cearense Pablo Paulino foi bicampeão em 2004 e 2007, os paulistas Caio Ibelli e Gabriel Medina ganharam os de 2011 e 2013 e o carioca Lucas Silveira foi o campeão de 2015.

Por João Carvalho

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