A World Surf League oficializou a permanência do pernambucano Ian Gouveia no Tour 2018. A partir do próximo ano ele disputará a temporada inteira. Isso se deu após a WSL “bater o martelo” em um dos dois convites. Os esforços de Ian deram resultados durante o Billabong Pipe Masters. O outro convite ficou para o americano Kelly Slater.

Ian Gouveia (PE) (@WSL / Sherman)

O Brasil marca um feito inédito de ter o maior número de integrantes na divisão de elite pela primeira vez na história, com dez surfistas que estavam classificados para o ano que vem. Agora, serão onze contra oito australianos que sempre foram maioria, seis norte-americanos, quatro havaianos, dois franceses, um sul-africano, um português e um taitiano completando os top-34 do CT 2018.

Foi a primeira vez que o filho de um dos maiores ídolos do surfe brasileiro, Fábio Gouveia, competiu no Pipe Masters e Ian fez bonito nos tubos de Pipeline e do Backdoor. Ele precisava da vitória no Havaí para entrar no grupo dos 22 primeiros do ranking que são mantidos na elite para o ano seguinte e chegou perto disso. Ian só parou na semifinal contra o novo bicampeão mundial John John Florence. Ele vencia a bateria até o último minuto, quando o havaiano achou uma onda para fazer um tubo e um aéreo na finalização para derrotar o pernambucano.

Com o terceiro lugar em seu primeiro Pipe Masters, Ian Gouveia subiu da 27ª para a 23ª posição no ranking, ficando na porta de entrada da zona de classificação para o CT 2018. Ele seria o primeiro a ser chamado para substituir qualquer ausência dos tops, mas recebeu um dos wildcards da WSL e vai competir em todas as etapas. O primeiro alternate então passou a ser o veterano Bede Durbidge. No entanto, o australiano já anunciou que vai se aposentar e outro brasileiro poderá ser beneficiado, Miguel Pupo, que chegou no Havaí em 23º no ranking e caiu para o 25º lugar. Além disso, Wiggolly Dantas é o 26º e ficaria com a outra vaga de alternate do CT.

É uma verdadeira invasão verde-amarela nunca antes vista na história do Circuito Mundial iniciada em 1976. Em 2017, a Austrália começou o ano com o maior contingente, doze surfistas contra nove brasileiros. Do time australiano, cinco não conseguiram manter suas vagas para 2018, Bede Durbidge e Josh Kerr já encerrando suas carreiras, Jack Freestone, Ethan Ewing e Stuart Kennedy. E apenas um se classificou entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series, Wade Carmichael. Ficaram então apenas oito australianos na nova elite do surfe mundial.

O Brasil sofreu três baixas, os paulistas Miguel Pupo, Wiggolly Dantas e o potiguar Jadson André. Os seis que ficaram no time foram os campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, os também paulistas Filipe Toledo e Caio Ibelli, o potiguar Italo Ferreira, além de Ian Gouveia como um dos convidados da WSL para 2018. E as cinco novidades na nova “seleção brasileira” são o paulista Jessé Mendes, os catarinenses Tomas Hermes, Yago Dora, Willian Cardoso e o cearense Michael Rodrigues, que conquistaram metade das vagas no G-10 do QS.

O time norte-americano também se reforçou com o campeão do WSL Qualifying Series e da Tríplice Coroa Havaiana, Griffin Colapinto, e por Patrick Gudauskas, que vai retornar a elite graças ao potiguar Italo Ferreira ter ganhado a última vaga no G-22 do CT do australiano Bede Durbidge no Havaí, dispensando assim a sua classificação pelo QS. Além das duas novidades, os quatro que já estavam na elite permaneceram para o ano que vem, Kolohe Andino, Kanoa Igarashi, Conner Coffin e o convidado por contusão, Kelly Slater, que aos 45 anos de idade confirmou que vai continuar competindo no Championship Tour.

O Havaí também manteve sua equipe de 2017 e terá a volta de Keanu Asing, que recuperou sua vaga pelo QS. Os três que continuam são o bicampeão mundial John John Florence, Sebastian Zietz e Ezekiel Lau garantindo sua permanência pelo ranking de acesso. Os outros países que serão representados em 2018 não tiveram alterações. A África do Sul continua somente com Jordy Smith, Portugal com Frederico Morais, Taiti com Michel Bourez e a França com Jeremy Flores e Joan Duru. Já a Itália saiu do CT, pois Leonardo Fioravanti não conseguiu manter sua vaga e terá que voltar a disputar o QS em 2018.

A temporada 2018 promete ser uma das mais excitantes da história e a grande novidade é a etapa inédita que será disputada na piscina de ondas criada por Kelly Slater na Califórnia. Ela vai entrar no lugar da de Trestles, também nos Estados Unidos. Outra mudança será a volta das direitas de Keramas, em Bali, Indonésia, substituindo a etapa de Fiji. As demais continuam as mesmas, inclusive o Oi Rio Pro, em maio na Praia de Itaúna, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Por João Carvalho

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