Um dos surfistas mais experientes do Brasil em ação entre os profissionais, o guarujaense Gilmar Silva chegou a um estágio nas disputas, onde pode unir a vontade de vencer com a diversão, sem ter pressão alguma por resultados. Aos 34 anos e hoje também atuando como técnico, ele é um dos destaques no Rip Curl Guarujá Open 2017 e, inclusive, fez final na estreia da categoria pro-am, na etapa inicial, na Praia do Guaiúba.

Gilmar Silva / Foto Silvia Winik

“Eu adoro competir, vestir a lycra, me sinto bem nos campeonatos, me divirto”, afirma o surfista, que enfrenta rivais com até a metade de sua idade ou até menos. “Sei que a minha fase já está passando, então não fico na pressão de querer dar show de surf. Entro na água para surfar o que eu sei. Nada de inventar. Sei que a garotada está vido com tudo, com manobras radicais e eu procuro me divertir, mas sempre com a intenção de vencer”, adianta.

Gilmar adianta que está animado para começar a competir como master (35 anos em diante) a partir de 2018, no Rip Curl, mas enquanto não alcança a idade, não descarta o título na pro-am.  “Estou gostando de voltar a competir no Guarujá, perto da família, dos amigos. Me sinto em casa. Na pro-am, claro que quero o título, mas vou devagar e se acontecer, vou ficar muito feliz”, relata.

“Estou animado para chegar ano que vem, porque entro numa fase da galera mais experiente e fico mais tranquilo. Porque essa molecada não está fácil. Vai ser uma vida nova e vou me divertir mais ainda”, reforça Gilmar, que hoje atua como técnico de dois talentos locais, Luan Hanada, campeão mirim e o supercampeão do Rip Curl 2017 e Pedro Pupo, vencedor da etapa inicial na mirim deste ano.

Por Fabio Maradei

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