O líder, Filipe Toledo, entrou na penúltima bateria do segundo dia do Quiksilver Pro France e chegou a fazer novos recordes, nota 9,0 e 16,60 pontos. No entanto, o australiano Ryan Callinan virou o placar no final para 16,80, com a nota 8,87 que recebeu em sua última onda e deixou o número 1 do Jeep Leaderboard em 13º lugar na etapa que abre a “perna europeia” do World Surf League Championship Tour 2018.

Filipe Toledo (SP) (@WSL / Masurel)

A bateria de Filipe Toledo foi a mais espetacular do Quiksilver Pro France esse ano. Os dois fizeram os recordes do campeonato, surfando as esquerdas de Les Culs Nus com muita potência e velocidade nos ataques aos pontos mais críticos das ondas. Filipe começou forte, largando na frente com notas 6,17 e 7,60. Depois, fez a melhor apresentação do evento, com os juízes lhe dando nota 9,00, a maior dos dois dias de competição masculina na França.

Mas, o australiano Ryan Callinan conseguiu uma reação fulminante no final e virou o placar para 16,80 a 16,60 pontos, com as notas 7,93 e 8,87 das últimas ondas que surfou. Com A derrota em 13º lugar, Filipe Toledo agora pode perder a lycra amarela do Jeep Leaderboard para Gabriel Medina, caso o campeão mundial de 2014 e defensor do título da etapa francesa, alcance as semifinais. E ele já conseguiu isso cinco vezes nos sete anos que competiu em Hossegor. Em todas as cinco, Medina chegou na grande final e conquistou três vitórias.

“É triste e muito difícil perder assim, mas tenho muito respeito pelo Ryan (Callinan) e ele surfou bem também para me vencer”, disse Filipe Toledo. “Estou no circuito há seis anos, mas ainda cometi alguns erros de novatos no Tour. Esse meu erro de prioridade (de escolha da próxima onda) me custou a bateria e provavelmente a lycra amarela (do Jeep Leaderboard de número 1 no ranking). Mas, vou continuar focado para lutar pelo título mundial até o fim”.

A bateria brasileira entre Medina e Wiggolly Dantas foi bem mais fraca de ondas. Parece que as melhores do dia entraram mesmo para Filipe Toledo e Ryan Callinan no confronto anterior. Mesmo assim, Medina correu atrás e conseguiu fazer o suficiente para vencer por 11,33 a 8,37 pontos, somando duas notas baixas, 6,33 e 5,00. Ele agora vai disputar a terceira classificatória para as quartas de final e só não pode ficar em último nesta rodada de baterias formadas por três competidores, pois os dois primeiros avançam. Depois, se passar mais uma e chegar nas semifinais, Medina já assume a liderança do ranking nesta reta final da temporada.

“Foi muito difícil essa bateria e eu estava meio perdido, sem conseguir achar ondas boas”, disse Gabriel Medina. “Fiquei assistindo todo mundo arrebentando, fazendo grandes aéreos o dia todo e parecia estar muito bom o mar, mas não tive essa sorte na minha bateria. A derrota do Filipe (Toledo), obviamente foi boa para mim, mas como eu já disse, estou realmente só focado em mim mesmo. É incrível ver todo o apoio da torcida que recebo aqui, especialmente por estar tão longe de casa, então só quero fazer o meu melhor para retribuir tudo isso”.

Por João Carvalho

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