21º Mundial de Asa Delta

Voo no Vale do Paranã (Alex Farias / Agência PhotoGP)Voo no Vale do Paranã (Alex Farias / Agência PhotoGP)

A Capital Federal já está preparada para receber o Campeonato Mundial de Asa Delta da FAI (Federação Aeronáutica Internacional). Entre os dias 6 e 19 agosto, 142 pilotos de 29 países estarão voando no céu de Brasília, na competição válida como o 21º Mundial masculino, com voos entre Formosa (GO) e o Distrito Federal. Um dos favoritos é o atual campeão mundial, o italiano Christian Ciech, vencedor no Valle de Bravo, no México, em 2015. Outros pilotos, também candidatos ao título, são os atuais cinco primeiros do ranking: o australiano Jonny Durand, número 1 do mundo e vencedor do Pré-Mundial em 2016, disputado em Brasília, o brasileiro André Wolf, vice-líder, os italianos Filippo Oppici e Davide Guiducci, e o austríaco Thomas Weissenberger.

Preparação para o voo (Divulgação)

Preparação para o voo (Divulgação)

Enquanto Brasília e os municípios vizinhos receberão as aterrissagens, a cidade de Formosa, em Goiás, terá as decolagens no Vale do Paranã. Localizada a 92 km da Capital Federal, a cidade goiana conta com uma rampa a cerca de 1.000 metros de altitude e, por possuir clima seco e vento constante, atrai atletas brasileiros e estrangeiros praticantes do esporte. Brasília recebeu em 2016 o Pré-Mundial, entre 26 de agosto e 3 de setembro. Devido aos fortes ventos no último dia, a etapa final foi cancelada e os campeões foram festejados pelo público no gramado da Esplanada dos Ministérios. Número 2 do mundo na época, Jonny Durand confirmou o favoritismo e venceu a competição. O vice-campeão foi o carioca Carlos Niemeyer, seguido de Davide Guiducci. Entre as mulheres, a vitória foi da francesa Françoise Dieuzeide-Banet. Na disputa por equipes, o título ficou com a Itália.

Serão 29 países representados no Mundial de Voo Livre de Brasília, com as maiores delegações sendo as do Japão (13 pilotos), Brasil (12) e Estados Unidos (10). Os demais países confirmados são: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, França, Grã-Bretanha, Guatemala, Holanda, Hungria, Israel, Itália, Liechtenstein, México, Noruega, Nova Zelândia, Paraguai, Rússia, República Tcheca, Suécia, Suíça e Venezuela. Conhecida mundialmente como a “Havaí do Voo Livre”, Brasília é um dos locais ideais para a prática de voos livres no País. A cidade possui ventos predominantes do quadrante leste e o clima bastante seco nesta época do ano, que proporcionam voos fantásticos de até cinco horas de duração. As correntes térmicas são aproveitadas pelos pilotos para ganhar altura e realizar voos de até 170 km de distância, utilizando somente as forças da natureza.

O Brasil já foi sede do Campeonato Mundial em duas ocasiões, além de ter vencido uma vez por equipes e ter um campeão mundial no individual. O primeiro atleta a colocar o País no lugar mais alto do pódio da competição foi Pepê Lopes, no ano de 1981, em Beppu (Japão). Dez anos depois, Governador Valadares (MG) sediou pela primeira vez uma edição brasileira e os destaques vieram com a segunda colocação de Pepê Lopes, o terceiro lugar de Paulo Coelho e o vice-campeonato da seleção nacional.

Em 1999, em Monte Cucco (Itália), o País garantiu o título de nações, além de duas colocações no pódio individual, com André Wolf e Pedro Matos, segundo e terceiro colocados, respectivamente. No mundial seguinte, dois anos depois, em Algodobales-Cadiz (Espanha), o Brasil foi o vice-campeão, repetindo a colocação em 2003, em Brasília, quando a Capital Federal recebeu seu primeiro mundial. De lá para cá, o Brasil não teve mais atletas no pódio do evento.

Por Gustavo Coelho

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